quarta-feira, 19 de março de 2014

Mais um Dose: Ediney Santana e Herculano Neto

Ediney Santana
É CLARO QUE EU TÔ A FIM
Tom Correia
Uma mesa de bar, chuva fina que escorre lá fora e acordes de rock brazuca são os componentes do cenário ideal dos microcontos de Ediney Santana e Herculano Neto. Parceiros de antigas datas, sem jamais se renderem diante de contextos literários que engessam a criatividade, a dupla reuniu o que havia de mais contundente para inaugurar a Laetitia Digital.
Assim, através de minúsculas histórias desfiadas ao longo do livro, somos convidados num primeiro instante a expandir nossa imaginação, fruindo a verve autoral que nos expõe suicidas metafóricos, delírios de um homem que odiava gravatas borboletas, homens-toupeiras, figuras que se refugiam em árvores, indivíduos combalidos que se transformam em peixes nadando em rios assassinados por metais pesados. Na verdade trata-se de um convite-ameaça: leiam-nos ou nos odeiem.
Canibais de nós mesmos, como escreveram um dia Cazuza-Frejat-Ezequiel, viramos página após página na ânsia de encontrar outros devaneios. Engano. Nos deparamos com tipos solitários de vidinhas ordinárias, desempregados crônicos e transexuais operadas que perambulam sob matizes urbanos não raro hostis, não raro o que se vê nas ruas todos os dias.
As doses literárias que ganhamos do fertilíssimo dueto são inebriantes na medida exata: ao final do volume, nos levantamos trôpegos mas ainda conseguimos a façanha de chegar em casa sem extraviar a alma no caminho. A chave vira, chegamos ao sofá (talvez velho, muito velho) e com a fala enrolada suplicamos aos garçons-escritores: mais uma dose, antes que a terra nos coma.
Tom Correia
Jornalista

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domingo, 16 de março de 2014

Urbem Ageli

Ediney Santana
Lançado este ano, Urbem Angeli, é o primeiro romance de Ediney Santana, autor de livros de poesias, contos e um sobre política, agora ao publicar Urbem Angeli firma sua presença como um dos mais criativos e inteligentes escritores da sua geração. A novidade de Ediney Santana como escritor é a coragem como aborda alguns temas que parecem distantes da maioria dos escritores em atividade no país, ao lermos livros publicados recentemente podemos ter a impressão que vivemos em um país maravilhoso, grande parte da literatura atual do Brasil narra ou personagens psicologicamente  moribundos que colocam suas vidas como estrelas de um universo egoísta e demente ou é autoajuda, Ediney Santana é sem medo, soco no estômago, talvez por isso a crítica literária ignore politicamente sua existência.
Urbem Angeli narra a vida ao avesso de uma pequena cidade dividida entre o povo, cidadãos e políticos, uma elite política controla tudo que acontece na cidade, uma atmosfera pesada, dolorosa, triste e sem esperança. Urbem Angeli é um livro seco, mas um livro criativo, prazeroso e que desafia a estética canastrona da felicidade ou da literatura fútil feita para ninar gente que insiste em não encarar a realidade ou pior negar o direito do outro em dizer não.
Ediney Santana é um convite para redescobrimos nossa literatura em sua faceta mais aguda, como dito, seu ganho são os temas, suas posições política, de maneira direta cria uma sociedade desastrosa e perversa, Urbem Angeli se passa em uma cidade, mas podemos entender como uma metáfora para esse Brasil de hoje que é a soma de tantas doenças históricas.
Urbem Angeli é isso, um romance que busca sintetizar nossas doenças históricas, nossas verdades indigestas e nossas mentiras cordiais. Ediney Santana é um dos raros  e prazerosos momentos em que a criatividade encontra a liberdade intelectual, Urbem Angeli antes ao negar a sociedade atual é também um convite a reação, criatividade, dizer para si mesmo que nem todos são povo ou cidadãos, há uma terceira categoria sociológica que não faz parte da aristocracia, da elite divindade, essa categoria quer apenas viver plenamente seus momentos de vida e paixão.
Gabriely Del Fabria
Jornalista, Rio de Janeiro, 10 de março de 2014
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Os Deuses não são socialistas 2ª Edição

Ediney Santana
“Os Deuses não são socialistas" é o nome do novo livro do escritor Ediney Santana. Em uma prosa simples e direta, Ediney Santana faz várias leituras sobre diversos temas políticos, com uma escrita apaixonada Ediney nos provoca, nos instiga para reflexão, não é um livro tese, é antes de tudo um manifesto pessoal de um homem demolindo suas utopias que por fim se configuram falsas, mas nem por isso é um livro pessimista, é um convite para reorganizar novas utopias, encontrar novos amores e causas em seja possível o amor pelo povo não ser contaminado pelas facções criminosas que comando quase todos partidos políticos do país.
É um livro de poucas páginas, mas de muito fôlego em pouco mais de 100 páginas Ediney Santana escreve sobre temas como: Família, problemas agrários, cultura, meio ambiente e educação.
Ediney Santana é autor também de outros três livros de Poesias, o último é Anfetaminas e arco-íris. Nascido na cidade de Mundo Novo-Chapada Diamantina-Ba é um sertanejo de versos afiados e olhar largo sobre o mundo. Ediney Santana é paixão e garra, um homem interessante seu charme é seu encanto pelo mundo, nada lhe é tédio, tudo lhe desperta atenção.
Ediney Santana é um brasileiro que tinha tudo para não ser, para ter sua história encerrada em si mesma, mas é e o é com a alegria de não ter medo de dizer o que pensa o que se sente. Foi com alegria que encontrei esse jovem escritor e suas inquietações. Ediney Santana é um raro e belo exemplo de dignidade artística, isso vale muito em país em que a prostituição intelectual é quase regra obrigatória.
De: Fabrícia Hather
Jornaliasta, professora de História  
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sábado, 15 de março de 2014

UM LIVRO DE RANCORES ANCESTRAIS!!

Ediney Santana
Na sinopse de seu livro, o poeta garante que?O Evangelho do mal? é um livro ácido e não menos suave. Concordo. Contraditório e sincero. Os poemas de Ediney são carregados de dramaticidade. O autor vive intensamente seu viver poético. Vive intensamente suas antíteses e por isso mesmo escreve com a secura que somente um nordestino - talvez - possa entender. Ou seja, com realidade extrema e doçura.

?Um livro sem doutrinas, sem deuses, sem verdades ou mentiras.? Diz o autor. ?Um livro fruto disso que chamamos de pós-modernidade. Escrever na pós-modernidade é vomitar excrementos do passado no perfume inodoro do presente, é ser hiato de verbo algum.?
?Sou apenas um plagiador dos risos e das dores de minha gente, que também são meus risos e minhas dores. Sigo a solitária romaria da coerência? Sou coerente com meu solitário e singular tempo. Tenho em mim muitas vozes. A voz de Patativa, do Catulo, de Cazuza, de Renato Russo, a voz jovem de Belchior, os versos sombrios de Zé Ramalho, a leveza de Mário Quintana, a rebeldia de Gregório de Matos, o idealismo de Castro Alves, a agonia poética de Augusto dos Anjos, a tristeza de Álvares de Azevedo, a vontade do riso de Machado de Assis, a voz de Cássia Eller e de Maria Callas? Como posso não ter em mim a poesia musical de Ângela Rorô? Sou fruto de tantas arvores e tantas leituras?.
Ao pesquisar na Internet conferi alguns ataques de cólera contra a obra de Ediney Santana. Uma delas, a de uma habitante do Rio Grande do Sul, morta de ódio pelas poesias. Xinga o poeta de ignorante e usa ?nordestino? como palavrão! Horror! Ainda em 2006 existem ?pessoas? que guardam rancores extremos.
Viva todos os Salmon Rushdies do mundo! Viva à liberdade, à igualdade, à fraternidade!? Três ?petit-fours? que desde 1789 nunca saem da moda.
Por : Café Brasil
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Até que a eternidade nos una( 1º livro lançado em 2002)

Ediney Santana

Editada pela Universidade Estadual de Feira de Santana, a publicação reúne poemas, cujos versos têm força e carga dramática, mantendo sempre um teor poético vital, surpreendente. Poeta com trabalhos em jornais e em coletâneas, Edney aparece agora para o leitor de forma mais completa. Na apresentação do livro, a reitora Anaci Paim afirma que " A Universidade Estadual de Feira de Santana, ao publicar a poesia de Edney Santana, formado em Licenciatura em Letras Vernáculas, no Campus Avançado de Santo Amaro, cumpre o seu papel de estimular os novos talentos artísticos, com a consciência de sua função como instrumento de produção e divulgação do conhecimento científico e, também, da promoção e socialização cultural.

Fonte: UEFS
http://noticias.universia.com.br/tempo-livre/noticia/2002/09/26/539494/uefs-reabre-galeria-ctano-veloso-com-mostra-e-lanamento-livro.html

sábado, 8 de março de 2014

Urbem Angeli

Ediney Santana

Urbem Angeli

                                                                       
Muito obrigada pela delicadeza d nos ter presenteado com um livro tão rico em reflexão quanto o seu "Urbem Angeli
Como você Mesmo disse no seu Posfácio, esse é um livro para ser lido (degustado) d um fôlego só e foi o q Eu fiz seguindo seu conselho... Também não poderia deixar d ser diferente...a pessoa fica desesperada para saber o q vai acontecer com as personagens....

Estava/Estou lendo um livro de Roberto Lyra....Parei, li o seu e voltei pra ele....Faço fazendo essa relação porque esse autor, nesse livro em especifico estava falando sobre Jusnaturalismo, onde o Direito é associado a Justiça...por coincidência ele fazia um contraponto com o Positivismo (esse ramo v o Direito tão somente ligado às Leis)....e ele ia discorrendo como uma sociedade pode s tonar cruel e perigosa a partir do ponto de vista Positivista...fiquei maravilhada porque você mostra de forma tão peculiar o q ele estava tentando m mostrar no "seco"...

Seu livro m lembrou muito A Divina Comédia, de Dante Alighieri....O seu "curral-lixão" teria sem dúvidas inspirado o próprio Botticelli na pintura do seu quadro "Mapa do Inferno".....

Mas partindo para vida real também m lembrei muito de um livro q li faz já algum tempo, cujo tema e o título era Holocausto...os horrores reais, vividos por pessoas reais e não personagens...os campos de concentração, onde a "polícia amarela" estava sempre d prontidão.....Não é muito diferente de assistir Tropa de Elite e ler o que você escreveu se desenhando....
São várias as referencias q podemos fazer a sua obra....a mais significativa é o nosso próprio cotidiano....cheio de Prefeitos Ausentes, polícias amarelas para todo lado, eleitores q comercializam seus votos, sanguessugas eternos do governo e por aí vai.....nós com essa vivência d interior e interior do Nordeste....lugar onde por anos o Coronelismo é q era a forma d justiça, balizada até pela própria Justiça, sabemos e sentimos e vemos em várias das nossas cidades o retrato das "Urbem Angeli", em vários aspectos.
Obrigada por escrever sobre situações q nos levem a reflexões mais aprofundadas da nossa existência humana e parabéns por conseguir transportar seus leitores para o lugar do outro....Mesmo q, e principalmente q esse outro não esteja numa situação tão favorável....
Parabénsssssssssssssssssssssss!!!!
P.S.: Gostei muito da contra capa do seu livro....gostei dos créditos da sua foto para Renatinha....achei fofíssimo...
P.S:Já q vai guardar como crítica sobre seu livro preciso que acrescente sobre dois personagens que me cativaram muito...É a Joana e o ST. Dos Santos, q assim como muitos de nós... Permanecem firmes e imunes aos “éteres” desses tantos prefeitos ausentes... Essas pessoas combativas sempre os farão perder sono... Sucesso sempre!!!!
Por: Rosanna Costa 

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